quinta-feira, 17 de agosto de 2017

17 de agosto de 2017.

Caminhamos para uma sociedade onde a tolerância à diferença não existe, onde o racismo e a xenofobia estão cada vez mais presentes. Caminhamos para uma sociedade onde não há emprego para todos e onde a vingança e o ódio começam a estar muito presentes no nosso dia a dia.

Desta vez foi em Barcelona.

E todos sabemos que tal como estão as coisas, hoje foi na capital da Catalunha e haverá uma próxima vez numa outra qualquer cidade europeia...a questão é saber quando.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Às 23h?

São exatamente 11 horas da noite aqui em Espanha ou 23h e acaba de começar o jogo da Supertaça Espanhola entre Real Madrid e Barcelona e que ditará qual dos dois levará o trofeu.
Às 23h!

Portanto acabará à 1h da manhã isto se não houver prolongamento e penalties...
Só neste país é que isto acontece!
Jantam às 22h e metem o jogo de futebol às 23h...será que é pela temperatura? 
É que estão 30ºC a estas horas!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Ninguém faz ideia.

Ninguém faz ideia das saudades que eu tenho de ver o mar. 
Ninguém. 
Durante o tempo que vivi em Portugal nem nunca liguei ao mar, talvez porque o visse com frequência, mas agora, aqui e com toda a gente na praia e de férias, é complicado.
E qualquer praia serve, nem que seja a pior praia de todas, mas aquela paisagem do mar ao fundo, o som e o cheiro a maresia...alguém faz ideia?
Há coisas que não se pagam.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Querer ir dormir e...

...ter o vizinho do prédio ao lado a ouvir há mais de uma hora os Gipsy Kings aos altos berros.
É isto que uma pessoa tem de aturar.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Brócolos.

- Ontem cozi brócolos para a minha filha e para a ensinar a comer meti uma taça de maionese ao lado. Disse-lhe para os ir molhando na maionese.

Eu quando ouvi isto da minha colega, até fiquei com dúvidas se tinha percebido bem.
Mas depois olho e reparei que tinha trazido para almoço também brócolos, mas desta vez tinha-lhe deitado por cima uma quantidade considerável de pimentão doce, porque senão não conseguia comer, dizia ela. E comia aquilo assim sem mais nada.

Brócolos com maionese?
Brócolos com pimentão doce?

Alguém que me explique a lógica destas apetitosas misturas, porque eu não consigo entender.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Beber água da torneira? - Parte 2

Há um ano atrás escrevi orgulhosamente este post.

Estávamos em pleno mês de julho. Em outubro os meus pais vieram cá, comprei-lhes um garrafão que ficou à espera de ser aberto por eles. Eu bebia água da torneira, eles do garrafão. Chegaram a provar a água da torneira mas "ah não, a do garrafão é melhor"! Foram embora e deixaram meio garrafão cheio. Eu achei que era um desperdício e bebi o que restava. Continuei com a água da torneia. Em março ou abril os meus pais voltaram cá, voltei a comprar um garrafão. Quando se foram embora deixaram 1 garrafão e metade de outro. Não gostei nada daquilo, porque já sabia como ia acabar.

Desde aí que voltei a beber água do garrafão. Dou agora por mim a ir todas as semanas comprar um garrafão a um supermercado que há a uns 30 metros da minha casa, onde cada garrafão custa o dobro do que custa nas cadeias convencionais de supermercados. 

Os meus pais desencaminharam-me e pior que isso é que eu não tenho vontade nem força para me pôr novamente a fazer o longo caminho que é o de beber agua da torneira normalmente como se de garrafão fosse.

domingo, 6 de agosto de 2017

Sonho com uma noite...

Já me é indiferente que temperatura vai estar no dia seguinte, sei que estarão sempre mais de 36 graus. Já não vejo com atenção os programas de meteorologia na tv e já não consulto a aplicação no telemóvel do tempo. Qualquer temperatura inferior a 36 graus é uma benção de Deus.

Já me habituei a dormir mal todas as noites com o calor. Acordar pelo menos 3 vezes com a garganta completamente seca e ter de me levantar para ir beber água é algo normal.

Saio à rua mesmo estando os tais 37 ou 38 graus e vejo que a cidade não parou, as ruas continuam cheias de gente e de carros, as pessoas continuam a ir aos supermercados e a fazer a vida delas. Não é o calor que as deixa em casa, longe disso!

Esta rotina persegue-me desde inícios de junho e será até meados de setembro. 
Sonho com uma noite em que possa colocar um lençol por cima de mim porque tenho frio!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Sair às 15h do trabalho.

Em Espanha entre junho e setembro é habitual nas empresas o horário ser das 8h-15, todos os dias, é chamada a jornada intensiva, as pessoas entram às 8h e saem às 15h, sem pausa para almoço. 
No inverno, a coisa muda de figura, e este horário apenas se aplica às sextas-feiras, nos restantes dias pratica-se o horário normal 9h-18/19h. 

Eu tenho um emprego maravilhoso em termos de horário já que o horário das 8-15h na minha empresa aplica-se a todo o ano.

Alguém faz ideia da qualidade de vida que sair às 15h pode proporcionar?

Não, pois não? Eu também não faria...aliás quando estive em Portugal, às 6ª feiras à tarde pensava sempre, "se estivesse em Espanha já tinha saído do trabalho", porque vamos pensar...às sextas à tarde nunca se faz nada! O pensamento já está no fim de semana!

É tão bom sair, almoçar e pensar que ainda se tem o resto do dia todo pela frente para fazer o que bem nos apetece! Há "políticas" de emprego que deveriam ser obrigatórias em todos os países, esta é uma delas!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Burgos!

Depois de uma tentativa falhada de ir a Burgos, decidi que estava na hora de voltar a tentar, agora de autocarro (ir de comboio não compensava, porque a estação em Burgos fica longe do centro histórico).

E assim foi, fui descobrir uma cidade com uma catedral magistral, cheia de recantos encantadores e tal como em todas as terras espanholas cheia de vida e de gente pelas suas ruas. O tempo esteve sempre agradável).




Gostei. 
Às 19h já estava de volta a Madrid e aos seus 37.ºC (que saudades tive eu desta temperatura maravilhosa!).

Pontuação: 4 (De 1 a 5)

segunda-feira, 31 de julho de 2017

No autocarro.

Esperava-me uma viagem comprida. 
Sentei-me e do outro lado do autocarro iam 2 rapazes e uma rapariga. Os três sempre com uma conversa bastante agradável deviam ter uns 16 anos. Ela falava do seu ex e da irmã e da familia, eles os 2 ouviam e davam a sua opinião.

Eu ouvia a conversa deles e às vezes ria-me entre dentes das coisas que achavam.
A certa altura distraí-me com a paisagem e deixei dos ouvir, quando olhei para o lado estava a moça a mexer no telemóvel e os dois rapazes aos beijos!
Veio-me à memória o primeiro parágrafo deste post já tão velhinho!

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Jesus.

Já os conheço há uns 2 anos, mas não consigo habituar-me a chamar dois conhecidos meus pelo nome deles, porque o nome deles é Jesus. 
Pelo que constatei é frequente cá em Espanha que as pessoas se chamem Jesus, mas é estranho...
"Oh Jesus então tás bom?"
"Então Jesus viste ontem o jogo do Real?"

Em Portugal é habitual no apelido agora no nome próprio não....

quinta-feira, 27 de julho de 2017

O cubano - parte II

O meu colega do lado para mim:
- Rita, sabes quantos anos de prisão eu levaria se matasse um cubano? Seria em prol da minha e da vossa sanidade mental...

Tudo de riu mas lá no fundo todos percebiam o porquê daquela pergunta...

domingo, 23 de julho de 2017

Plaza de España.

É a primeira vez que a vejo sem ter barracas de uma feira qualquer, até parece mais bonita.


sexta-feira, 21 de julho de 2017

O cubano.

Quando comecei a trabalhar na minha empresa, havia um senhor que estava quase ao lado onde me sentava e que não passava despercebido. O cubano, assim é conhecido, por ser proveniente de Cuba e por falar tão alto que mesmo estando a uns 20 metros se ouve. Para além disso é muito impulsivo, nunca está calado e isto tudo junto, dá uma mistura explosiva que o leva a ser conhecido por toda a gente na empresa.

Quando comecei a trabalhar lá, eu e a minha equipa tínhamos de ouvi-lo todo o dia a falar sobre os mais diversos temas. A empresa mudou de sitio, houve nova organização de lugares e livrámo-nos do cubano. Todos na equipa ficámos aliviados! Que silêncio! Que qualidade de trabalho quando há silêncio!

Há 3 semanas, houve reestruturação dos sítios, fui chamada ao gabinete do diretor para ficar a par da minha situação logística. Palavra puxa palavra, foi-me dito "por trás de ti ficam x, y e z" onde o z era o cubano! Não quis acreditar. Não tenho nada contra o senhor mas é verdadeiramente impossível trabalhar com ele por perto. Os meus colegas de outras equipas só souberam rir-se à gargalhada quando lhes disse. Os que estavam na equipa mas que não levaram com ele nas outras instalações perguntaram, "Quem é esse?", ao que respondi, "só vais precisar de 1 minuto para saber quem é".

Ao fim destas 3 semanas de cubano, já todos na minha equipa compraram e usam auscultadores. Já todos o conhecem e já todos de certa forma recordam com saudade os tempos quando não tínhamos de ouvi-lo.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

A minha imagem de marca!

Desde tenra idade que me lembro de gostar de colares. Não foi algo que aconteceu de um momento para o outro, até porque me lembro de pensar que gostava de começar a usar mas não sabia bem quais comprar, quando usar, etc. A minha mãe teve um papel muito importante nesta matéria.

Com o tempo, ainda na universidade, comecei a comprar colares por mim que depois nunca usava. Comecei a trabalhar, a usar roupa mais  formal e passei a levar de vez em quando (mesmo muito de vez em quando) um colar para compor. 
Os colares tinham de ter uma característica: serem grandes de comprimento. 
Aqueles colares colados ao pescoço não são para mim, aliás tenho apenas e só 2 que nunca uso e não é por mal, é porque não gosto de ver, não estou habituada.

Com o passar do tempo o colar começou a ser um adorno imprescindível na minha indumentária, não só a do trabalho mas também a do fim de semana, que de formal não tem nada, até pelo contrário. Com o uso do colar, coloquei outra regra na minha cabeça, colar com brincos grandes daqueles caídos, NUNCA. Quando se usa um colar grande os brincos devem ser o mais simples possível e não podem ser dos caídos. Ou seja, quando levo brincos grandes, não há colares. Com brincos pequenos sem ser caídos já pode haver.

A M. começou a trabalhar comigo no fim de fevereiro, ora se há época em que uso colares é na Primavera. Um dia a M. virou-se para mim e disse "Ai Rita adoro os teus colares! Tens imensos, sabes conjugá-los tão bem com a roupa que usas! eu também gostava de saber conjugar, mas não consigo, parece que não ficam bem. Quantos tens?", eu fiquei surpreendida até porque nunca tive grande confiança com ela. Nisto a I. que estava ao lado ouviu a conversa e disse, "Eu também gosto! Tens tantos, sempre grandes. Adoro!", o O. que tem sempre algo a dizer, não se calou, "Tens imensos, de todas as cores! É a tua imagem de marca!", eu fiquei meio embasbacada a olhar para eles os três, porque já muita gente me tinha gabado um ou outro colar mas assim no geral, nunca ninguém tinha falado dos meus colares.

Hoje  levei um colar que nunca tinha levado por cima de uma "espécie" de túnica branca, o colar é muito colorido e por isso nunca o levei, a M. viu-me "esse colar é novo! é tão colorido mas fica bem com o fundo branco! E brincos que brincos tens?" e foi aí que disse "se uso um colar destes grande os brincos têm de ser o mais simples possível" e expliquei a minha regra. A M. que estava com a I. terminou a dizer "temos muito para aprender contigo!"!

Mas não costumam ser as espanholas que andam sempre cheias destas coisas?
É não é? 

domingo, 16 de julho de 2017

Em vez de terem iogurtes liquidos em garrafas pequenas...

para uma pessoa levar e beber sempre que lhe apetecer....têm estas garrafonas! São prateleiras e prateleiras cheias disto. 
Santo Deus.


PS- Não sei bem se chamar garrafa é adequado, mas acho que a ideia é realçar o pormenor da embalagem.

sábado, 15 de julho de 2017

A minha tentativa de ir a Burgos.

Durante toda a semana andei a ver as cidades/sítios para visitar onde a temperatura não atingisse mais de 32ºC. Em Madrid a previsão era de 40ºC para sábado e domingo e eu sinceramente só de pensar no que iria passar com essa temperatura ficava doente.
Desde segunda-feira que via o tempo que iria estar em vários sítios de Espanha. Para o sul era impossível ir, porque ainda era pior, por isso a decisão era ir para o norte, e a escolha recaiu em Burgos, onde segundo as previsões os termómetros atingiriam no máximo 28ºC. 
"Fantástico", pensei!, "meto-me num autocarro, em 2 horas e meia estou lá e não vou morrer de calor de certeza".

Calhou em conversa a A. perguntar-me o que eu iria fazer este sábado, 
"Vou a Burgos, vão estar 40ºC cá, eu não aguento. Vou meter-me num autocarro e vou. Queres vir?Vou logo de manhã às 8h, chego lá às 10h30, a hora ideal!". 
A A. não gosta de se levantar cedo ao fim de semana e disse que alinhava, que levava o carro e que íamos, mas que só conseguiria estar pronta às 10h. 

Assim foi, às 10h saímos de Madrid com destino a Burgos!
A 20 km de Madrid começamos a ver que na autoestrada as filas que se formavam não nos permitiam andar a mais de 60 km/h, nem em 3 horas estávamos em Burgos. Saímos na saída seguinte.
Onde vamos agora? A A. "Gostava de ir a Segovia, nunca lá fui!", eu já lá tinha ido 2 vezes mas aquilo era tão bonito que não me importava de ir outra vez...metemos no GPS e Segóvia aí vamos nós!!

Andámos 10km/h já em direcção a Segovia e começamos a ver filas e mais filas, outra vez...ai não, aqui também não, por favor! Voltámos para trás! Fomos almoçar a um centro comercial que eu nem conhecia e passámos lá a tarde!

Nunca me lembrei de ser fim/inicio de quinzena....
Resumindo a minha tentativa de conhecer Burgos não passou disso mesmo, uma tentativa que um dia deixará do ser e agora quando? Não sei!

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Os panos.

Encontrei uma vez o ultimo exemplar destes "panos" no Jumbo cá do sítio. 
"Que sorte!", pensei eu na altura e agora que olho para trás acho que foi mesmo uma sorte das grandes, porque desde essa vez até agora já deve ter passado um ano e eu nunca mais encontrei destes panos em lado nenhum aqui nos supermercados.
Nem Jumbo, nem Mercadona, nem Lidl, nem Sanchez Romero....e também desisti. 
Trouxe 2 exemplares (cada um com 3 panos) de Portugal e acabou-se a festa!

Sinceramente tenho alguma dificuldade em perceber como é que eles limpam a cozinha sem isto...


quarta-feira, 12 de julho de 2017

Por momentos senti-me uma criança!

Somos 5 pessoas sentados numa esplanada. 35ºC. Chega o empregado e pergunta o que queremos:
- Cerveja, responde um.
- Para mim também, diz outro.
- E para mim, diz mais outro.
- Eu também quero!, acrescenta mais um.

O empregado vê que todos já pediram menos eu e olha para mim:
- Um Nestea!, peço eu!
Todos se riem, incluindo o empregado!

Por momentos senti-me uma criança, vá!