quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Pausa.

Todos os que me seguem desde o principio sabem que é habitual aqui no "Fui" de vez em quando fazer pausas. Aconteceu aqui, aqui e aqui.

Vai voltar a acontecer agora. 
Às vezes é necessário parar, para poder voltar com mais força.
Neste momento não tenho vontade de escrever. 
Voltarei assim que ela volte também. 

domingo, 14 de janeiro de 2018

A minha essência.

Num bar. 
3 Portugueses(entre eles eu) e 1 Espanhol.
A conversa começou na musica espanhola, passou para as séries espanholas, para a televisão espanhola e para outras coisas espanholas.
Todos menos eu, falavam sem quaisquer problemas, eu não conhecia mais de metade das musicas/cantores/programas de tv/series....etc do que falavam.
Os 2 portugueses presentes há muito que já tomaram a decisão de não quererem voltar para Portugal. Já nem uma frase completa em Português conseguem dizer, sem que pelo meio metam vários termos espanhóis. Já têm hábitos espanhóis e já dizem mal da maioria das coisas portuguesas.

Naquele grupo, eu parecia que era a única estrangeira, a única que ainda falava um português correto. Isto fez-me pensar...eu não sei quando volto para Portugal, mas mesmo que nunca volte, eu seria incapaz de dizer que já não queria voltar...é lá que estão a minha familia, os amigos e conhecidos de toda a vida, é lá que está a minha essência....dizer que não quero voltar mais, passar a adoptar outro país como meu é demais para mim.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

A probabilidade.

Num jantar com uma amiga minha no mesmo restaurante de há um ano atrás, qual é a probabilidade da empregada de, no meio de dois andares de mesas, nos levar a sentar na mesma mesa?
Há coisas....!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Quando eu estive em Lisboa...

....ofereceram-me droga mais do que uma vez na baixa! Aliás das 2 vezes que lá estive, aconteceu-me isso, várias vezes - disse um colega meu.

"Ah eu também! Mais do que uma vez!", disse outro.

Eu se tivesse um buraco enfiava-me e não saía de lá tão cedo.

Eu já vivi em Lisboa, e nunca me ofereceram droga, excepto uma vez que tive 2 amigas alemãs que foram visitar-me, uma delas não enganava ninguém quanto à nacionalidade por ser muito loira...e nessa ocasião vieram ter connosco mais do que uma vez....e também aí eu se tivesse um buraco enfiava-me e também não saía de lá tão cedo...

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Todos os anos isto.

- Em Portugal também comemoram o dia de Reis? Dão prendas e isso?

Eu: Não.

- A sério? Então não trocam presentes?

Eu: Só no Natal, na véspera ou no dia de Natal.

Se eu disser que me perguntaram isto hoje mais de umas 7 vezes ninguém acredita, não é? 
Mas foi. 

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Voltar a Espanha nesta altura do ano é como....

...retroceder no tempo.
Eles andam todos atarefados para comprar os presentes que vão repartir no dia de Reis, no próximo sábado, quase ninguém trabalha, está tudo de férias. As ruas estão cheias de gente, ainda se vive o espírito natalício, ainda não terminou!
É engraçado, sim sra.!

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Não sei como explicar.

Aterrar em Portugal. Ouvir toda a gente a falar, não ter que fazer qualquer esforço, nenhum, para perceber o que dizem ou para falar, ouvir a sonoridade da lingua portuguesa, tão diferente da lingua que ouço todos os dias. Olhar à volta e conhecer quase todas as caras dos cartazes de publicidade.  Conhecer as marcas, todas. Ler as placas na rua e o que está escrito fazer sentido, as palavras. Apanhar o metro, o autocarro ou o comboio sem grandes dificuldades, porque sabemos como funciona, desde sempre. Ver as montras das pastelarias cheias de pasteis, aqueles que vimos toda a vida, mas que nem dávamos por isso. Ir ao supermercado e ter as nossas marcas, querer comer todas aquelas coisas que durante o ano não podemos, querer levar tudo. Sentar no sofa e ver televisão e ver os apresentadores, os mesmos de antes. Encontrar pessoas que já não víamos aos anos na rua, mas que em alguma passagem da nossa vida fizeram parte dela. Voltar a dar de caras com a amabilidade portuguesa, em todo e por todo o lado. Tanta coisa e mais seria se continuasse a escrever, porque há mais, muito mais.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Aquele momento que me meti...

....a folhear uma revista cor de rosa espanhola, assim só naquela, e vi que não conhecia ninguém do jet set espanhol.

E o mais engraçado, é que também começo a não conhecer do jet set português!

sábado, 16 de dezembro de 2017

A planta.

Em outubro quando os meus pais me vieram visitar a minha mãe fez-me o favor de comprar uma planta. Eu que não aprecio nada plantas resmunguei logo, "mas porque é que me compraste isto? Eu não gosto nada de plantas", e não quis sabe mais daquilo.

Acontece que a minha mãe foi embora e a planta ficou, claro!...eu comecei a olhar para ela, e nem desgostava dela, era rosa forte, a minha cor preferida....comecei a pensar naquilo e decidi tentar a minha sorte e mudá-la para um vaso maior. Pensei "se ela sobreviver à mudança de vaso já não é mau".

Passei a regá-la apenas uma vez por semana, à quinta-feira e metia-a no chão da sala perto de uma janela. Nos restantes dias não lhe toco, nem faço nada, ela está ali sozinha sem que ninguém a chateie. Uma vida santa, diga-se de passagem!

Na quinta-feira enquanto a regava reparei que tinha folhas novas e que as flores que tinha de lado também eram novas! Sou oficialmente uma tratadora de plantas orgulhosa (até ver!)...resta saber como reagirá ela ao verão com os malditos 40.º  graus...



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Não gosto nada de transportar portugueses!

Desde que vivo na minha atual casa, nunca tive problemas em termos de taxis, sempre dei a morada da casa, e o caminho que os taxistas usam é sempre o mesmo, cheguei sempre ao meu destino.

Ontem apanhei uma taxista. A senhora devia ter uns 40 anos, falava muito e perguntou-me logo, "és portuguesa?". Até aqui tudo bem. Ela falou de tudo, falou de Espanha, das diferentes regiões, falou de Portugal, que tinha ido a Lisboa 4 ou 5 dias, falou do tempo...até que chegou aos passageiros que costumava transportar.

"Eu não gosto nada de transportar argentinos, nunca dão gorjeta! Nunca! Nem que seja 50 centimos, nem isso! Caramba uma pessoa tenta ser simpática durante o percurso...", eu só não dei uma gargalhada porque meti a mão à frente da boca....pensei cá para mim "Uuuiiii esta já se está a fazer ao piso!!", e eu que gosto tanto destas coisas...

Já perto da minha casa, eu questiono-a pelo caminho por onde está a ir, "olha desculpa mas estás a ir por onde? É que para a minha casa tens de cortar à esquerda e esta rua tem traço continuo?", e é então que há um novo "brinde" desta senhora na conversa:

"Ah sabes é que distrai-me com a conversa e decidi vir por esta rua",.....nisto já tínhamos passado a minha rua e o taxímetro sempre a aumentar. Entretanto ela diz "mas isto eu vou ali mais à frente e depois inverto a marcha, não há problema, não te preocupes". 
Eu já estava com o meu sistema nervoso central alterado, "depois vem pedir gorjeta vem, por isso é que ninguém ta dá", pensei com os meus botões.

Resumindo, levou-me mais 5 euros por se ter enganado (ou fazer que se tinha enganado) no caminho, no final dei-lhe o dinheirinho certinho.....ao proximo cliente que ela vai ter vai dizer "eu não gosto nada de transportar portugueses, nunca dão gorjeta".....há gente com uma lata! 
Que parva.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Trabalhar em Espanha? Tem as suas vantagens...versão 2017!

Mais um ano, mais um cabaz de Natal!
E que cabaz, 25 kg...eu quase que ia ficando sem braço só para conseguir chegar a casa, mas isso são pequenos pormenores que não interessam agora para nada!

Outra vez presunto, atum, pimentos, espargos, chocolates, torrão, chouriços, queijo, paté, etc, igual ao do  ano passado e de há 2 anos!





quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

E quando nos perguntam...

"Rita, que música espanhola ouves?

Eu fiquei pasmada a olhar para o meu colega que me perguntou. Eu não ouço musica espanhola. Ponto final parágrafo...

"Não ouço música espanhola", disse eu, depois de, antes, ter pensado em milésimos de segundo nas consequências desta minha frontalidade.

"Não ouves música espanhola porquê?", perguntou ele incrédulo. 
Eu devia ter respondido a verdade nua e crua que seria qualquer coisa deste género, "eu saio do trabalho cansada de vos ouvir falar, de ouvir a sonoridade da vossa lingua, de vos ouvir falar aos berros, porque vocês não têm um meio termo. A última coisa que me apetece é que quando já não sou obrigada a ouvir-vos, ter de levar com alguém a cantar..."

Em vez disso disse apenas "não tenho muito o hábito" e a conversa ficou por ali.


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Sevilha!

Oh Sevilha! 
Gosto tanto desta cidade! Foi a segunda vez que a visitei e pela 2ª vez vim de lá encantada!
Desde a Praça de Espanha, à catedral, ao Alcazar, à Praça de Touros, à Torre do Ouro, às ruas cheias de gente!...a primeira vez que lá estive já foi há 8 anos e por isso já não me lembrava de muita coisa. Desta vez, vi tudo com mais calma, mas houve um senão, era gente atrás de gente e mais gente, impossível....com muita calma à mistura quase tudo se viu!

E porque gosto eu tanto da capital da Andaluzia?
Não sei explicar, mas é diferente de Madrid...parece que a essência espanhola está toda ali...! 
Vale a pena, sem dúvida, visitar esta maravilhosa cidade para perceber o que digo.





Pontuação para Sevilha (1-5): 4.9

domingo, 10 de dezembro de 2017

ADSL e Fibra, dois em um.

Em setembro mudei para Fibra, deixei de ter ADSL. 
Continuei na Vodafone de cá. As facturas eram muito altas, excessivamente altas. Eu andava sempre a dizer para mim "tenho de me sentar um dia e ver as facturas", passaram 3 meses.

Até que me sentei com a factura à frente.
Ora, esta maravilhosa companhia estava a cobrar-me todos os meses o serviço de ADSL e Fibra!
Fiquei possessa.

Liguei para lá. Pediram mil desculpas, disseram que me iam devolver o dinheiro, ainda não o fizeram. Amanhã é o ultimo dia que eu lhes dou, já não espero nem mais um dia. 
Eu só digo uma coisa, "coitado daquele que me vai atender o telefone amanhã, cooooooitaaaado".
E não digo mais nada.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Quando uma pessoa vai...

...trabalhar sabendo que hoje quase ninguém irá porque ontem foi feriado e amanhã também é feriado.
Digamos que a vontade é praticamente nula. 

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Lotería de Navidad.

É algo sagrado para os espanhóis.
Tão sagrado que quando entramos em dezembro as empresas metem à disposição dos colaboradores a Lotería de Navidad que estes podem adquirir em conjunto ou sozinhos. 
Todos compram. Todos.
Há inclusive sítios onde se formam filas na rua para comprar a Lotería de Navidad, por já ter saído a pessoas que a compraram nesses sítios.

Depois apareço eu. 
Sou a única no trabalho que não compra a Lotería de Navidad
Toda a gente me pergunta "Não compras?", eu respondo sempre a mesma coisa, "Não." e depois perguntam porquê.....e eu digo que não estou interessada e nisto já tenho 4 pessoas à minha volta muito espantadas e a dizerem umas às outras "ela não vai comprar a Lotería de Navidad!"
Há 3 anos que é assim!

sábado, 2 de dezembro de 2017

Os espanhóis e o mundial de futebol na Rússia.

Os espanhóis são melhores em tudo. 
Têm a melhor comida, o melhor clima, as melhores praias, têm os melhores vinhos, têm os melhores condutores, têm os melhores atletas, têm tudo melhor. Não interessa se há estatísticas que dizem o contrário, não interessa que A, B ou C não concorde. Eles são melhores em tudo e qualquer pessoa estrangeira que vem para este país tem de aprender a viver com isso, se por mais que tente não consegue é melhor ir embora. Isto parece uma opinião bastante radical, mas não é. 

Vivo neste país há praticamente 6 anos e se no inicio discordava e mostrava a minha discórdia, com o tempo percebi que isso não era a melhor opção. O método deles, quando lhe mostrava essa tal discórdia era arranjarem alguma coisa do nosso país que fosse má para mostrarem que eles é que são bons e por isso desisti. Eles dizem que são os melhores, eu sorrio e penso cá para mim "Haja paciência" e sigo em frente. É assim, a verdade nua e crua.

Ontem, antes de começar o sorteio para o próximo mundial de futebol, eu apenas pedia uma coisa, que não nos calhasse a Espanha. Podiam calhar todos, agora por favor a Espanha não. E calhou. Vamos ver se consigo dizer isto de uma forma clara...eles a nível de futebol olham para nós no alto de um pedestal, porque nós não temos um campeonato competitivo, porque nós "só temos" o Cristiano Ronaldo, porque...., porque têm o rei na barriga em tudo e no futebol então, não se aguentam.

Não sei onde vou estar no dia 15 de junho, o dia do fatídico jogo entre as duas seleções...mas uma coisa é certa, este mundial vai ser talvez um dos que mais me vai custar assistir, porque estar na boca do lobo não é propriamente uma sensação boa.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

A senhora Grande da Farmácia.

Perto da minha casa existem 3 farmácias. Uma que está sempre a abarrotar, outra cujos os empregados são todos homens e outra minúscula, onde não cabem mais de 2 clientes. Digamos que a que vou mais é a esta minúscula, porque das 3 é a que está praticamente à minha porta. As empregadas são duas senhoras que são o oposto, no verdadeiro sentido da palavra.

Uma delas é uma senhora muito grande, eu até diria "grandalhona", alta e forte e com uma voz muito grave que impõe respeito à primeira fala. É aquele tipo de pessoa que ficamos logo em sentido quando ela nos diz ou pergunta algo com medo que salte o balcão ou coisa do género tal é a sua estrutura física! A segunda é muito pequenita, nem um 1.65m deve ter, tem uma vozita e fala muito baixiiiiiiinho.

A primeira vez que sai da farmácia após ter sido atendida pela senhora grande pensei "espero que não me atenda mais", mas depois fui atendida pela outra e mal a conseguia perceber porque falava muito baixo, quase que precisava de chegar-me a ela para a ouvir.

Na terceira vez que fui à farmácia, queria um creme que comprava em Portugal, já tinha ido às outras 2 farmácias e nas duas disseram que não havia. Não houve, sequer, a preocupação de procurar outro creme para vender. Não havia e acabou, se  eu quisesse que fosse a Portugal comprar...

Decidi então tentar a minha sorte na farmácia minúscula. Entrei e apareceu-me a senhora grande, pensei logo "ai meu Deus, vai já dizer para eu ir procurar o raio do creme para o meu país". Enganei-me e enganei-me muito bem. Não só andou a ver os compostos do creme na internet, como me arranjou um creme com a mesma composição.....e no final acabámos a falar de Portugal, de onde eu era, das viagens dela ao rectângulo à beira mar plantado, da comida, etc, etc, etc.....

Ora eu que a primeira vez que a vi nem tinha ficado nada com boa impressão, mudei radicalmente a minha opinião e agora prefiro mil vezes ser atendida por ela que pela colega.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

O dia em que os meus colegas conheceram o Quim Barreiros.

Foi hoje.
Eu chorei a rir dos ver a tentarem perceber as letras das canções e a cantarola-las!

Canção: "Chupa Teresa"
"O que é que ele tá a dizer?!! Não deve ser o que eu estou a perceber, pois não?"
"Chupa Teresa....Gelado de sabor a frambroesa?!"

No final após ouvirem várias canções, o Quim Barreiros ganhou a simpatia dos meus colegas que escolheram como canção preferida "Chupa Teresa"!

domingo, 26 de novembro de 2017

Eu pensava que sabia fazer amêijoas.

O objetivo era fazer carne de porco à alentejana. 

Fui ao supermercado e comprei uma daquelas bolsas de rede que têm amêijoas. 7,50 €uros!

Cheguei a casa, abri a bolsa de rede e meti as amêijoas num recipiente com água. Desde pequena, pensava que só se podiam meter na panela quando todas as amêijoas se abrissem, caso contrário não se poderiam comer. Na minha ingenuidade...passou 1 dia, 2 dias, 3 dias....e o raio das amêijoas não se abriam. "Que estranho!", pensava cá para mim, "devem estar todas estragadas. Uma pessoa qualquer dia já não pode comprar nada!"! Enquanto os dias passavam ia mudando a água e a vontade de comer carne de porco à alentejana ia aumentando....aumentando...aumentando.

4º dia...vou ver as amêijoas...tudo igual. Fechadinhas!, uma ou outra aberta! Denotei um certo cheiro nas amêijoas. Pensei "com meia dúzia abertas já consigo matar algumas saudades!", fui tratar delas, abriram-se todas na panela! 
"O prato vai ficar perfeito!", pensei. 

Fui para comê-las....não as comi, deitei fora! Tinham um cheiro a estragado, de tanto tempo na água...no dia seguinte disse à minha mãe, "vê lá tu que comprei as amêijoas e nunca mais se abriam, tive 4 dias com elas em água...depois quando fui para as comer, deitei-as fora", a minha mãe riu-se e até gozou "então tu não sabias que não é preciso.....?"...."sabia lá, eu nunca tinha feito amêijoas na minha vida!", disse-lhe eu! 

Resumindo, a carne de porco à alentejana foi feito sem amêijoas e com uma pena terrível das amêijoas que apesar do cheiro horrível com que estavam, tinham um aspeto maravilhoso..